A adoção de soluções de computação na nuvem (cloud computing) na esfera governamental brasileira é vista como estratégica para o Governo Eletrônico, entretanto ainda não avançou como deveria no país. Consideramos, porém, que as perspectivas sejam positivas, tendo em vista a necessidade das administrações públicas – federais, estaduais e municipais – melhorarem o uso dos recursos, a eficiência geral no atendimento aos cidadãos e o controle dos gastos, só para citarmos alguns benefícios. Como dizem, a crise também proporciona oportunidades de otimização das políticas e projetos na esfera pública.

cloud computing junho 15jpg

O Governo Eletrônico é um tema que tem, inclusive, um site exclusivo www.governoeletronico.gov.br/o-gov.br, que traz importantes informações sobre as diretrizes e os comitês executivos e técnicos envolvidos na definição dos objetivos e das ações governamentais nessa área.

É esperado que as administrações utilizem cada vez mais, de modernas tecnologias de informação e comunicação (TICs) a fim de melhorar a gestão, promover a democratização do acesso à informação e o progresso na prestação de serviços públicos. Neste contexto, a computação em nuvem deve ser priorizada.

Como já vem sido debatido pelo setor de TIC, projetos de computação em nuvem bem implementados promovem a redução de custos, aumentam a produtividade, fornecem melhor suporte a missões críticas, como o aumento de demanda de serviços sazonalmente, além de reduzir o acúmulo de tecnologias obsoletas, usadas em diferentes órgãos públicos.

De acordo com o Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, as administrações públicas tendem a adotar o modelo da TI híbrida, que requer diferentes competências para dar suporte a diversas implementações de nuvens públicas. O instituto aponta ainda que os gastos com produtos e serviços de TI do governo nacional, federal e local no mundo inteiro chegarão a US$ 431 bilhões em 2015.

O setor público brasileiro não tem como escapar da era digital, especialmente diante da demanda por cidades mais inteligentes. A computação em nuvem veio permitir que os projetos de internet das coisas sejam viabilizados, desde a iluminação pública, os serviços de saúde e programas de mobilidade urbana.